Violência Gratuita Em Portugal: Reflexo da Perda de Valores


Quando cheguei a Portugal, em 1977, o meu núcleo familiar era somente eu e a minha criancinha, pois o meu marido havia decidido aguentar-se por mais uns tempos em África.  Como qualquer recém-chegado, comecei por observar as pessoas da minha comunidade na Parede onde as pessoas eram afáveis: os meus vizinhos (quase todos ex-latifundiários alentejanos) eram prestáveis; os donos do mini-mercado Famil, ao lado da Igreja, eram pessoas agradabilíssimas; mas como eu tinha uns primos que haviam sido colocados no Vale do Jamor (Balteiros) aproveitava aquelas visitas para matar saudades da terra e ao mesmo tempo constatar a realidade local:

  • Os portugueses daqui não eram bonitos como os das ex-colónias. A sua dentição,  além de amarela, era paupérrima e eram adeptos de pronunciar asneiras diante de mulheres e crianças.
  • Os angolanos eram mal-educados e igualmente rudes. Não se coibiam de dizer palavrões nos transportes públicos e, nas paragens diziam impropérios diante de mulheres, crianças e velhos; um horror, e entre nós indagávamo-nos acerca da classe de portugueses que haviam gravitado por Angola. 
  • Os cabo-verdianos eram agressivos, tal qual o indígena português.

Para o moçambicano, os palavrões são coisas de rapazes e homens. É tabu asneirar perante mulheres, crianças e senhoras mais velhas. Todo aquele que se atrevesse a quebrar a regra era considerado moluene (ou seja, reles) e não merecedor de se privar com ele. Por conseguinte, para afastar os meus filhos de vivências estranhas à minha: não fiz amigos entre os cabo-verdianos; não privo com portugueses brancos que tenham linguagem desadequada; e angolanos....só depois dos meus quarenta anos lá me predispus a conhecer uma família de angolanos cujos filhos e netos são tão normais quanto uma família moçambicana com modos (NB: não tenho interesses em Angola).     
Sempre duvidei da designação “povo de brandos costumes” porque neste país, as pessoas matam-se por um pedaço de terra e a violência doméstica é corriqueira (já ouviram o Fado do 31?), mas agora que o verniz estalou, Portugal é definitivamente um país violento e composto na sua maioria por gente acéfala.

A frase “Em casa, na escola e no templo entra-se e está-se sempre com respeito” é atribuída a António Oliveira Salazar, e deveria continuar a ser implementada porque é um dos fundamentos da ordem. Ao adoptar-se a ideologia marxista-leninista pouco a pouco foram-se perdendo os valores que norteavam a população mundial; comecemos pela escola: claramente, desde que a esquerda resolveu formatar as mentes (instigando os alunos a acreditar numa igualdade inatingível, uma pseudo-liberdade e uma felicidade inacessível) perdeu-se tudo.

No meu tempo os/as contínuos/as eram uma figura de autoridade, e quando eles diziam algo os alunos seguiam. Hoje, os auxiliares de educação são nada como nada é o professor. Os professores foram instruídos a serem amiguinhos dos alunos para desde logo se começar a ganhar votos...

Quando acabaram com as aulas de Religião e Moral nas escolas os educandos transformaram-se em imorais pois perderam a noção de ética social. Ninguém lutou por estas crianças nem mesmo os padres, pois aceitaram o fim das cruzes nas sala – grande persuasor da desumanidade e insensibilidade; o fim das aulas de moral porque os padres ficariam com mais tempo para violarem crianças em série tanto nos colégios como nas sacristias, e porque eles próprios são esquerdistas.

Em casa, embora a maioria dos pais seja formatada com licenciatura, essas pessoas não são cultas nem sofisticadas:

  • Acham piada quando os seus filhos fazem observações descabidas, 
  • Eles próprios são pessoas que contam piadas racistas envolvendo chamuças, pretos, brazucas e por aí fora,
  • Todos se riem com a boca cheia de pizzas e McDonald's e,
  • Naturalmente, os filhos de gente que só destila inferioridades transformam-se em jovens falhados, perigosos e quiçá os futuros seguranças de locais de entretenimento deste país.

A esquerda conseguiu transformar as pessoas em incapazes, fez com que as famílias passassem para último estágio no desenvolvimento das sociedades. A tendência é depender do estado para absolutamente tudo. E já que assim é, quando esses falhados conhecidos por seguranças persistirem em cometer perversões, a solução será processar a PSG que treina esses estúpidos, a Câmara Municipal onde se encontra inserido o estabelecimento, o governo por não legislar condignamente, os donos do estaminé e os agressores raivosos.

Este género de agressão pode provocar sequelas futuras e irreparáveis nas vítimas; quem irá pagar? Vamos arrombar com o Serviço Nacional de Saúde para tratar sequelas infligidas por selvagens na rapaziada; a Segurança Social vai ter que ser onerada para pagar pensões de invalidez em pessoas massacradas por vilões que se acoitam à porta de discotecas com carteira profissional reconhecida pelo estado português?

Que está a polícia a fazer acerca do rapaz açoriano que desapareceu perto dessa fatídica  discoteca (Urban Beach)?

Não há nada que justifique aquela violência gratuita; esses boçais têm de saber que imobilizar não é sinónimo de brutalidade física; e que a polícia é a única entidade que eles devem recorrer para admoestar um desordeiro da ordem pública.

Até para a semana   

[As opiniões expressadas nesta publicação são somente aquelas do(s) autor(es) e não reflectem necessariamente o ponto de vista do Dissecting Society (Grupo ao qual o Etnias pertence)]

Comentários

  1. Pá, os do Urban beach são uns animais isso sim! Gramei o conselho de processar essa malta toda incluindo a câmara de lisboa. Este sitio é porreiro!

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    1. Olá, Anónimo!
      O que aqueles energúmenos fizeram é imperdoável porque poderiam ter mutilado aquele rapaz para sempre. É uma total falta de respeito pelos cidadãos portugueses porque não devem aplicar violência gratuita para intimidar os clientes e vexar os transeuntes. Eles são crimonosos credenciados pelos donos da discoteca, pela empresa que os contratou e pelo Estado na figura da Câmara Municipal de Lisboa.

      Cumprimentos

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  2. Olá Lenny,

    É, o que se está a passar aí é impressionante. No meu tempo (nem acredito que agora já possa dizer isto) não havia nada disto, nem nas escolas nem nas discos.

    A falta de valores está na raíz de todos estes problemas, sem dúvida. E António Guterres deveria assumir a responsabilidade pelos seus actos: mas quem é que lhe pagou para ele ordenar a remoção de cruzes das escolas portuguesas? Eu não sou Cristã mas participei nas aulas de religião e moral e não me fez mal nenhum. Continuo uma Judia inteirinha, assim como outros colegas meus que embora Judeus também participaram das mesmas aulas.

    Retira-se o cariz religioso da educação e temos gente que pensa que tudo pode, sem castigo, sem pagar as consequências. Esses meninos crescem e transformam-se nos belos seguranças privados que há por aí agora: sim, porque a empresa treina-os mas os valores éticos esses aprende-se em casa e na escola.

    Enfim, Lenny, que D**s tenha piedade de Portugal.

    Beijocas e bom trabalho!

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    1. Olá, Max!
      Esses energúmenos não têm autoridade para aplicar correctivos em quem quer que seja: eles devem refrear os prevaricadores, chamar a polícia e apresentar queixa por má conduta pública: c'est tout!

      Beijocas, minha linda!

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  3. O PSG resolveu estragar a imagem de Portugal. A Max é que tem razão: há que fazer um complemento entre a igreja e o estado, se não queremos ver a nossa sociedade destruída de vez. Shabbat Shalom!

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    1. Olá, CCG!
      A empresa PSG deveria ser investigada; há algo dentro daquelas portas de fundamentalmente errado: porquê escolher facínoras e treiná-los para serem mortíferos?

      Beijocas

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  4. Meu Deus, mas o que é que se passa com Portugal? Tá tudo doido ou quê? Estou para lá de chocada com os recentes acontecimentos: os fogos, a violência, as mentiras do Costa e do seu governo mentiroso, a corrupção, a tentativa de mascarar a crise que se avizinha com Summits! Gostei da parte dos pais, lenny fez-me rir muito! Bom Shabbat!

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    1. Olá, Cêcê!
      No meio de tanta vulgaridade, ordineirice e gente de baixo calibre intelectual e moral só podemos rir para não nos suicidarmos.

      Beijoca, amore!

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